sábado, 19 de outubro de 2013

Desenvolvimento e aprendizagem do aluno com DI (Deficiência Intelectual)

DOMINÓ DE RETALHOS

 
Descrição do jogo:
 
Pares de quadrados feitos com retalhos de tecidos lisos e estampados, com

um botão num dos lados e uma casa no outro.
Sugestões para a sua aplicabilidade:
 
-Abotoar as peças que têm as mesmas cores ou os mesmos motivos

estampados.

-Esconder as peças soltas em uma caixa de papelão. Cada participante,

sem olhar tira duas peças. Se formarem par serão abotoadas, caso contrário, voltam

para a caixa.

-Jogar como dominó: distribuir as peças entre os participantes, quem tiver a

peça igual, deve abotoa-la à outra.

Aspectos dos mecanismos de aprendizagem desenvolvidos a partir da utilização desse material:
 
Motricidade, coordenação bimanual, discriminação visual de cores,

habilidade manual, percepção tátil e visual.
Intervenções que o professor de AEE deverá fazer para problematizar a situação de aprendizagem com base no jogo:
 
 As atividades lúdicas devem ser orientadas de acordo com os
objetivos que se quer alcançar. Podendo ser o desenvolvimento das habilidades
motoras, habilidades perceptivas ou a noção de tempo e espaço. Em outro momento
pode dar ênfase na formação de noções lógicas, como seriação, conservação e
classificação. O objetivo também pode ser o trabalho em grupo, como forma de
desenvolver a cooperação e a socialização.

Toda criança necessita brincar. Pois brincar é um momento indispensável à

saúde física, emocional e intelectual da criança.

O brinquedo e os jogos infantis ocupam uma função importante no

desenvolvimento, pois são as principais atividades da criança durante a infância.

Com a criança deficiente intelectual não é diferente. Embora apresente

atrasos em seu desenvolvimento cognitivo e motor, também necessita de atividades

lúdicas no seu dia a dia. Talvez até mais do que as outras crianças, por necessitar

de muito mais estímulos para desenvolver suas habilidades cognitivas, motoras e

sensoriais.

Os jogos e brincadeiras para as crianças com deficiência intelectual

constituem atividades primárias que trazem grandes benefícios do ponto de vista

físico, intelectual e social.
 
 
De acordo com VYGOTSKY(1998), a arte de brincar pode ajudar a criança

com necessidades educativas especiais a desenvolver-se, a comunicar-se com os

que a cercam e consigo mesma.

Através dos jogos e brincadeiras a criança com deficiência intelectual pode

desenvolver a imaginação, a confiança, a auto-estima, o auto-controle e a

cooperação. Os jogos e brincadeiras proporcionam o aprender fazendo, o

desenvolvimento da linguagem, o senso de companheirismo e a criatividade.

Considera-se o jogo como exercício e preparação para a vida adulta. A

criança aprende brincando e assim desenvolve suas potencialidades, pois é um ser

em desenvolvimento, e cada ato seu, transforma-se em conquistas e motivação.

Educar através do lúdico contribui e influencia na formação da criança e do

adolescente com deficiência intelectual, favorecendo um crescimento sadio, pois

possibilita o exercício da concentração, da atenção e da produção do conhecimento;

promovendo ainda, a integração e a inclusão social.

Desse modo a criança deficiente intelectual, com a ajuda do brinquedo, terá

a possibilidade de relacionar-se melhor com a sociedade na qual ela convive, já que

o brinquedo busca o desenvolvimento cognitivo e oportunidades de crescimento e

amadurecimento. Também através do jogo comprova-se a importância dos

intercâmbios afetivos e interpessoais das crianças entre elas mesmas ou com os

adultos (pais e professores).

A utilização do jogo como recurso didático pode contribuir para o aumento

das possibilidades de aprendizagem da criança com deficiência intelectual, pois

através desse recurso, ela poderá vivenciar corporalmente as situações de ensino-aprendizagem,

exercendo sua criatividade e expressividade, interagindo com outras

crianças, exercendo a cooperação e aprendendo em grupo.